Canção do dia

“Soul Sacrifice” – Santana

Jimi Hendrix descrevia a sua música como uma experiência religiosa. Não que fosse devoto de uma ou outra religião, antes porque a via como um momento transcendente, pintado a cores de emoções. Música de igreja elétrica, dizia.

Com Santana a religião é mais latina, mais carnal, mais balançada, mas não menos transcendente, não menos feroz. As más línguas dirão que ambos se moviam a ácidos, que ambos se sentiam mais livres quando viam cores, outros, como nós aqui pelo Altamont, preferimos aproveitar.

Se Hendrix tocava música religiosa, Santana sacrificava almas de Gibson em punho. Aos dois, aos devotos e aos sacrificados, um obrigado.

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