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Comentários (5)
  1. Vasco diz:

    “Mas faz-me pensar: qual a razão de tamanho retrocesso? O que leva uma banda do século XXI a, em vez de explorar novos universos, virar-se para um já esgotado décadas antes?”

    Isto para mim é por em causa a originalidade ou repetição das bandas.

    Por outro lado, a iniciativa dos Gogol Bordello é de louvar e podia começar por partir dele, visto que, a sua banda é uma smoking orquestra mais hardcore…

  2. Raul Cisto diz:

    Concordo com os dois primeiros comentários, embora:
    1 – nada é 100% original, não é esse o patamar que pretendo procurar.
    2 – misturar dois estilos de música não é apenas aritmética.

    Em relação ao Vasco, uma vez mais, mete palavras na minha boca, fala de originalidade, quando eu no texto inteiro não faço nenhuma referência a essa característica, além de que se visse o documentário em vez de falar de cor perceberia que este não era apologista dos liars ou yeah yeah yeahs e ao invés aborda-os com algum cepticismo.

  3. Vasco diz:

    Liars, Black Dice, yeah yeah yeahs, Gogol Bordello originais?!

    Recuso-me a falar da ausência de originalidade na música a partir de um documentário que tem como base comentários de bandas como estas.
    Todas estas bandas foram beber alarvemente ao movimento punk dos anos 70 e ao new age inglês dos anos oitenta.

  4. Pete diz:

    Bom, isto do “andar para a frente” é muito bonito. Principalmente vindo da boca do Hütz que mais não fez do que juntar música cigana ao punk. Nada contra a banda, à qual até acho alguma piada embora não tenha muita paciência para os ouvir por puro prazer, mas inovar por inovar… Já os próprios Buraka Som Sistema o fizeram – fundir dois géneros. Como tudo está inventado e feito, a saída para quebrar com convenções é recorrer ao que foi feito e vesti-lo com outras roupagens. Percebo a tua preocupação, Raul, quando falas da onda de revivalismo, mas – também já o disse – é bom ouvir música boa do que nenhuma.

  5. Du diz:

    Caro Raul
    como habitualmente, audaz na escolha do tema sobre o qual falas.
    Sobre este assunto, concordo e discordo.
    Não há tempo para revivalismos, e as possibiliades, na música e cinema, são infinitas. Haja é criatividade para as explorar. Haja o saber e a capacidade para hoje, no século XXI, fazer, criar algo que nunca tenha sido feito. Esse é aliás o desafio que se coloca, a qualquer artista, e serão poucos o que o superam (o que é pena). Neste sentido, concordo plenamente. Que se dane o revivalismo, principalmente se é usado para disfarçar o não ser capaz de criar algo novo, algo valioso.
    Por outro lado, o que já foi feito, ao longo de décadas de música, quando é realmente bom, deve ser enaltecido e apreciado. E por ser bom, serve naturalmente de inspiração e leva os artistas a quererem reviver. E há alguns que não o fazem para disfaçar a inaptidão, mas para prestar a sua homenagem a uma determinada época, na qual não estiveram mas gostavam de ter estado. E portanto, se o reviver é feito num sentido positivo, construtivo e bem feito, ainda bem que que o fazem. Não para mastigar o passado, mas talvez para dar continuidade a algo que foi bom, que marcou, e dar essa continuidade, numa época totalmente diferente.

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