James Blake – James Blake (2011)

O álbum de estreia de James Blake traz algo que não se ouvia há muito tempo na pop: uma refrescante originalidade.

Hiroshi Yoshimura – Music For Nine Postcards (1982)

Em Music For Nine Postcards, Yoshimura convida-nos a entrar num mundo pintado de luz, de branco, de reflexão, e feito de nostalgia, de paz e de compreensão.

Grimes – Visions (2012)

É na celebração do artificial e do sintético que Grimes faz a sua pop; a tecnologia não como uma ameaça distópica mas como um paraíso de possibilidades infinitas. A geração smartphone a jogar finalmente em casa.

Beastie Boys – Ill Communication (1994)

Com Ill Communication os Beastie Boys atingem o ponto de maturidade na sua carreira, livre…

Creedence Clearwater Revival – Pendulum (1970)

Após cinco discos inatacáveis em apenas três anos, os Creedence Clearwater Revival resolvem fechar 1970 com um disco diferente. O fim estava próximo, mas a banda ainda tinha alguns cartuchos prontos a disparar.

Fiona Apple – The Idler Wheel Is Wiser Than the Driver of the Screw and Whipping Cords Will Serve You More Than Ropes Will Ever Do (2012)

Ao quarto disco, Fiona troca os sonhos pop pela pura arte. A sua voz está tão ensopada de verdade que chega a raiar o obsceno.

Unknown Mortal Orchestra – Unknown Mortal Orchestra (2011)

Associados à nova vaga psicadélica, os UMO sempre foram, porém, um bicho diferente: mais originais, com pouca pachorra para os lugares comuns do acid rock.

Micachu & The Shapes – Jewellery (2009)

Ao princípio tudo soa cacafónico mas à terceira audição já estamos a cantarolar as melodias no banho.

8.5/10
Adrianne Lenker – songs (2020)

De uma assentada Lenker lança dois discos, um dois em um que, mais uma vez, têm de ser escutados e degustados como iguaria que são.

6.5/10
Okvsho – Kamala’s Danz (2020)

Num mundo musical onde o processo de descoberta dos artistas parece estar cada vez mais facilitado pela Internet, os Okvsho nasceram, e estão a crescer.

7/10
Bent Arcana – Bent Arcana (2020)

Bebendo da fonte de Miles Davis no período elétrico, krautrock e rock psicadélico, John Dwyer reúne alguns dos seus colaboradores favoritos para partir numa viagem interestelar.

James – Laid (1993)

Em 1993, num cenário pós-Smiths e pré-explosão da Britpop, os James, com a ajuda de Brian Eno, tornavam-se numa das mais importantes bandas britânicas.

The Velvet Underground – The Velvet Underground (1969)

Um novo início, após um reset à máquina velvetiana, resultou num disco sólido e delicioso – eis The Velvet Underground.

Hot Chip – Coming On Strong (2004)

Música de dança para doutorados. Electro-gangsta para quem não sabe distinguir cocaína de farinha maizena.

Dirty Projectors – Bitte Orca (2009)

O álbum que pôs os Dirty Projectors no mapa, fazendo a ponte entre o vanguardismo erudito dos primeiros discos e o melodismo pop dos seguintes.

Capicua – Madrepérola (2020)

Desde 2008 Capicua tem brindado o mundo do hip-hop, aliás de toda a música portuguesa, com lições de como fazer boas letras e canções. Em 2020 chega Madrepérola, a mais recente jóia da discografia.

Ernest Hood – Neighborhoods (1975)

As canções que compõem Neighborhoods são muito mais do que meras canções: são, como o próprio Ernest indicou, na capa original do álbum, “imagens musicais”. E são mesmo. Facilmente percebemos porquê.

Panda Bear – Person Pitch (2007)

A sensação é a de rodopiarmos num carrossel, como se tivéssemos outra vez quatro anos: cor, leveza, deslumbramento, medo.