Tiago Freire
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O autor deste texto tem 39 anos mas um corpinho de 35. É jornalista há mais de 15 anos. É colaborador de vários blogs e parvoíces afins e já escreveu para a Blitz e para a FHM. Nasceu e cresceu em Carcavelos, fazendo aí o mestrado musical enquanto todos os seus amigos andavam de skate ou faziam surf. Hoje em dia, divide o seu tempo entre as notícias de Economia e a educação dos seus três filhos, enquanto o mundo não percebe que ele é o maior escritor vivo do planeta, coisa que terá inevitavelmente de acontecer. Na próxima encarnação desejaria ser uma mistura entre o Serge Gainsbourg e o Pablo Aimar.

Bill Callahan – Gold Record (2020)

O homem da voz funda dá-nos mais um belo disco em que confirma que está, de facto, num campeonato à parte da esmagadora maioria da concorrência Bill Callahan fez-nos esperar seis anos para nos dar Shepherd in a sheepskin vest,…

Stereolab – Dots and Loops (1997)

Dots and Loops é hipnótico, elegante e fresco, e o melhor disco de uma grande banda

Placebo – Without You I’m Nothing (1998)

Dois anos depois da estreia em disco, os britânicos Placebo fazem o seu trabalho mais marcante, tornando-se uma voz para os inadaptados Quando os Placebo – formados em 1994, em Londres – editam o primeiro disco, homónimo, de 1996, a…

Taylor Swift – Folklore (2020)

A cantora mais bem sucedida da cena pop mundial aproveitou a pandemia para se reinventar num disco “indie” e, sobretudo, íntimo.

JARV IS… – Beyond the pale (2020)

O homem dos Pulp regressa com uma nova banda, novos caminhos musicais e a mestria de sempre O último disco a solo de Jarvis Cocker, o corpo e alma dos incontornáveis Pulp, já tem mais de dez anos, mas o…

Pela estrada fora, ao som das guitarras de Brown Acid

Cada volume da série Brown Acid é uma trip por si mesma.

Rolling Blackouts Coastal Fever – Sideways to New Italy (2020)

Ao segundo disco, os australianos Rolling Blackouts Coastal Fever mantêm todos os argumentos que os lançaram para a ribalta, num disco soalheiro mas ao qual falta algum golpe de asa.

Clã – Véspera (2020)

Véspera mostra a mestria e o bom gosto do conjunto, num trabalho para ser apreciado mais com a cabeça do que com a cintura ou o coração.

Red Hot Chili Peppers – Californication (1999)

O primeiro regresso de John Frusciante dá aos Red Hot Chili Peppers o maior sucesso da sua carreira, num disco carregado de singles fortíssimos

Neil Young – Homegrown (2020)

Homegrown, o mítico disco de Neil Young perdido desde 1975, vê finalmente a luz do dia. Tem alguns momentos brilhantes mas acaba por não corresponder totalmente à lenda que há tanto tempo o rodeia.

“5:55” – Charlotte Gainsbourg

“5:55”, com o seu baixo proeminente, a letra sussurrada, as cordas dramáticas mas subtis e aquela incrível linha de piano, é um tema intemporal.

“These Boots Are Made For Walkin’” – Nancy Sinatra

O conselho de Lee Hazlewood para Nancy: “deixa-te dessas tretas de amor adolescente. Canta como uma adolescente, mas uma que quer dormir com camionistas!”.

“(There’ll Be) Peace in the Valley (For Me)” – Elvis Presley

Um lindíssimo hino de esperança, prometendo que, no Além, haverá a paz e a concórdia que tanto faltam na Terra.

“Those Were The Days of Roses (Martha)” – Lee Hazlewood

Uma música que une dois dos muito grandes da música norte-americana da segunda metade do século XX.

“L’Anamour” – Sérgio Godinho

Uma ponte entre um dos maiores autores franceses e um dos maiores autores portugueses, unidos pela música e pelo amor às palavras.

Playlist da Semana: Sons do tempo

Uma seleção de algumas das coisas que foram sendo editadas este ano, que nos têm acompanhado e que, apostamos, estarão na luta para a lista dos artistas mais marcantes deste 2020.

Gil Scott-Heron – Pieces of a Man (1971)

Pieces of a Man é o nascimento do rap, sim, mas é muito mais do que isso. É uma obra maior da música negra norte-americana, misturando poesia, soul, funk e activismo, na voz do inimitável Gil Scott-Heron

Bob Marley – Survival (1979)

Depois do exílio e do maior sucesso da sua carreira, Marley volta à Jamaica e faz o seu disco mais político, um hino à unidade africana