Carlos Lopes
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O autor destas linhas tem já idade para ter (algum) juízo, e isso deve notar-se, assim o espero. Os seus gostos variam, como será fácil perceber. Para além da paixão pela música, o escriba deste texto é professor de Português e Literatura Portuguesa, e é assim que ganha a vida. Com a música ganha o céu, o que já não é pouco. Tem um blog há já seis anos (http://i-blog-your-pardon.blogspot.pt/) onde escreve alguma coisa para pouca gente ler.

Benjamim – Vias de Extinção (2020)

O nome continua enganador. Não se fiem nele. Benjamim já por cá anda há algum tempo e agora deu um pulo. Cresceu, mudou de rumo, avançou em direção ao passado e deve ter-se divertido à grande.

Carne Doce – Interior (2020)

A banda renovou o seu som e apresenta um pequi gostoso para se saborear a qualquer hora e a qualquer instante. Está cada vez mais sumarenta, esta Carne Doce.

“Que Há-de Ser de Nós?” – Sérgio Godinho e Ivan Lins

Uma canção cantada a duas vozes, a de Sérgio e a de Ivan Lins. Combinam tão bem que parecem gémeas, sublinhando-se o gosto da diferença do sotaque.

“As Horas Extraordinárias” – Sérgio Godinho

A saudade é uma coisa tramada, e por vezes oferece-nos imagens de um surpreendente lirismo. Com o Sérgio é quase sempre assim. E não serão precisas horas extraordinárias para entenderem isso, pois não?

Sérgio Godinho – Coincidências (1983)

Sérgio Godinho queria que Coincidências fosse um disco de total intercâmbio entre o seu Portugal e o Brasil de muitos dos seus ídolos musicais. No entanto, essa viagem acabou por ficar a meio. Mas pouco importa, uma vez que o disco resultou muito bem.

Sérgio Godinho – Kilas, o Mau da Fita (1980)

Kilas, o Mau da Fita é, para além do conhecido filme, uma interessante banda sonora de Sérgio Godinho. Muitos a ignoram, sobranceiramente. Se o Rui Ventura Tadeu soubesse disso, mandava partir as fuças a esses surdos ignorantes.

“É Terça-Feira” – Sérgio Godinho

A Feira da Ladra é uma instituição em Lisboa.

The Flaming Lips – American Head (2020)

Os alquimistas Flaming Lips regressam a um território onde já foram felizes com o recente American Head, e salvam-nos com a melancolia deles.

Uma Mão Cheia de Harry Nilsson

Harry Nilsson teve uma vida curta, num quase constante lost weekend. Subiu ao quase estrelato e foi votado ao quase esquecimento. Esse advérbio quase resume o percurso de um artista tocado pelo génio. Há coisas que não se compreendem nem…

Jonas Munk & Nicklas Sørensen – Always Already Here (2019)

Escapou-nos por entre as mãos no tempo em que saiu, mas conseguimos agarrá-lo agora. É um milagre temporal, digamos assim: reúne o passado do experimentalismo kosmische alemão com uma moderna onda minimalista, etérea e sonhadora. Um disco próximo da perfeição!…

“Everybody’s Talking” – Harry Nilsson

Fiquem com “Everybody’s Talking”, que ficam muito bem.

“Il Clan Dei Siciliani” – Ennio Morricone

O tema é mítico. O filme é lendário. Alain Delon, Jean Gabin e Lino Ventura são soberbos, mas o que hoje se propõe é esta melodia: bela, enigmática, onírica, eterna.

“May I?” – Kevin Ayers

“May I sit and stare at you for a while? / I’d like the company of your smile”: como resistir a estes versos e a esta canção do saudoso Kevin Ayers?

“Humor Amarillo” – Sr. Chinarro

“Humor Amarillo” é uma belíssima canção do disco El Fuego Amigo, importante gravação na discografia de Sr. Chinarro.

“Frank Mils” – Suzette Charles

A canção, para além de ser de uma beleza inatacável, usa bastantes referências. Fala, inclusivamente, em George Harrison, o que é sempre coisa de valor.

Playlist da Semana: Uma Banda Sonora para Morricone

O maestro morreu, e esta é a nossa pequena homenagem ao grande Morricone: uma banda sonora para um filme que nunca existiu, mas que imaginamos feito para ele. Para ouvir e ver no drive in das nossas cabeças.

Sparks – A Steady Drip, Drip, Drip (2020)

A Steady Drip, Drip, Drip é o mais recente disco dos Sparks. A particular arte pop teatral da banda ainda mexe e Ron e Russell continuam a fazer discos bastante curiosos.

Milton Nascimento – Sentinela (1980)

Sentinela é um belíssimo depoimento sobre a vida, sobre todos os seres humanos, sem quaisquer distinções. Um disco que aponta para um tempo de esperança em que os homens serão felizes como se fossem meninos.