Pedro Primo Figueiredo
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Jornalista de política na vida real, melómano e escriba musical num cenário de sonho. 35 anos vividos entre Massamá, Bruxelas, Lisboa e Ponta Delgada, benfiquista de coração, devoto de Suede e permanentemente à procura da vertigem da novidade, sempre alicerçada em bons ensinamentos do passado - na vida e na música.

Tame Impala || MEO Arena: cabem todos na rave pop de Kevin Parker

No MEO Arena, em Lisboa, os Tame Impala confirmaram aquilo que o último Deadbeat já fazia prever: as guitarras e o psicadelismo do começo são já miragem, a pista de dança e o transe coletivo é agora o objetivo.

Suede || Campo Pequeno: Mais Brett, menos Brat

O título desta prosa, provocatório, reconhecemos, não pretende diminuir fenómenos musicais recentes – a ideia é elevar os Suede, e Brett Anderson em concreto, a um campeonato onde só os verdadeiros ícones se mostram.

Deftones – private music (2025)

Private Music é mais um capítulo sólido na longa trajetória dos Deftones, uma banda que, ao contrário de muitas das que emergiram do mesmo caldo cultural, nunca ficou presa a um tempo específico.

My Morning Jacket – Z (2005)

Z, lançado em 2005, é talvez o ponto mais alto de uma carreira que, sem nunca descarrilar nem atingir patamares de euforia coletiva, seguiu sempre uma trajetória de consistência admirável.

Azores Burning Summer 2025 || O começo do fim do verão na ilha, com África e sustentabilidade no cartaz
O Azores Burning Summer voltou a afirmar-se como um dos momentos culturais mais marcantes do calendário açoriano. Durante dois dias, a Praia dos Moinhos, na freguesia micaelense do Porto Formoso, recebeu um festival que alia música de raiz global, sobretudo…
YUNGBLUD – Idols (2025)

Um disco marcado por uma ambição crescente, onde a teatralidade encontra a vulnerabilidade, o refrão bate mais forte, o passado de várias latitudes sonoras é revisitado com olhos postos no futuro.

My Bloody Valentine – mbv (2013)

Quando mbv surgiu, em 2013, mais de duas décadas após o mítico Loveless, foi como se o tempo tivesse colapsado, parado, como se 91 tivesse sido ontem, como se estas guitarras nunca nos tivessem abandonado. Ninguém esperava realmente que os…

Mesa || Lux: um verdadeiro regresso ao futuro
Duas décadas volvidas, a verdadeira Mesa está novamente posta: a sensibilidade pop mantém-se, Mónica Ferraz não envelheceu um dia, acompanhando as canções numa hibernação longa, mas que nenhum valor retirou à obra. Por ora foram dois concertos, no Porto e…
Tremor 2025 – Aquela semana de magia na ilha são dias de alegria para os locais

A edição deste ano do Tremor esteve longe de ser apenas – e já seria muito – o consolidar de um sonho: foi uma celebração dos Açores, eixo central de encontro entre arte, sustentabilidade e natureza.

Mão Morta – Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável (1998)

Há Já Muito Tempo que Nesta Latrina o Ar se Tornou Irrespirável é um disco de culto dos Mão Morta – não é globalmente tão celebrado como outros, mas é uma etapa conceptual que, mais de 25 anos depois, faz…

Mão Morta – Müller no Hotel Hessischer Hof (1997)

Disco desenhado para imortalizar um espetáculo, Müller no Hotel Hessischer Hof é um momento desafiante mas recompensador na carreira dos Mão Morta. Gravado ao vivo em janeiro de 1997 em Lisboa, Müller no Hotel Hessischer Hof consistiu numa encenação musical…

Lena d’Água – Tropical Glaciar (2024)

Cinco anos depois do surpreendente regresso que foi Desalmadamente, Lena d’Água traz um novo disco que, como se diz no futebol, prova que em equipa que ganha não se mexe. A culpa deve ser do lançamento na reta final do…

The Cure – Songs of a Lost World (2024)

Tudo aponta para que Songs of a Lost World não seja o último disco dos Cure. A boa notícia é que, se os discos seguintes tiverem esta qualidade, teremos mais negritude para festejar; a menos boa, temos de reconhecer, é…

Mercury Rev – Born Horses (2024)

Nove anos após o último disco de originais, os Mercury Rev reinventaram-se outra vez. Born Horses é mais ‘jazzistico’, Jonathan Donahue fala-nos mais do que canta, e mesmo assim, ou se calhar por causa disso, temos em mãos um grande…

Air – Love 2 (2009)

Não reinventa a roda, mas preserva elegância e bom gosto. Love 2 é um disco decente dos Air que, longe de fundamental, ofereceu ao catálogo dos franceses mais um punhado de boas canções. Gravado pela primeira vez no estúdio da…

Air – Pocket Symphony (2007)

Austero e de difícil penetração, Pocket Symphony foi um relativo falhanço na carreira dos Air. É um mau disco? Obviamente que não, nem a dupla conseguiria fazer algo do género. Mas, há que reconhecer, é um dos menos obrigatórios da…

Air – Talkie Walkie (2004)

Disco imaculado do princípio ao fim, Talkie Walkie não foi a revolução de 1998 e de Moon Safari, mas foi o consolidar pleno dos Air como fazedores maiores de canções pop de base eletrónica. Ouvido à lupa duas décadas volvidas…

The Gift – Coral ao Vivo (2024)

Coral ao Vivo eleva o vanguardismo que os Gift nos apresentaram há dois anos a novos patamares. Mais urgente e espinhoso do que em estúdio, mostra uma banda que não consegue estar parada, procurando reinventar-se a cada obra, espetáculo, momento. Novo triunfo.